Grupo Águas do Brasil participa de webinar da FGV

Grupo Águas do Brasil participa de webinar da FGV

A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade, Marilene Ramos, participou, no dia 31 de agosto, do webinar “Práticas ESG e Geração de Valor no Saneamento Básico”, realizado pelo Centro de Estudos e Regulação em Infraestrutura (CERI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento discutiu o papel das práticas ASG na atração de investimentos e geração de valor para as empresas de saneamento básico no Brasil, e o desafio da universalização do acesso aos serviços de água e esgotamento sanitário, que deve ser enfrentado de forma conectada com a agenda ASG.

O webinar também contou com a apresentação do chefe do Departamento de Meio Ambiente e Gestão do Fundo Amazônia do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nabil Kadri, e com a moderação do pesquisador da FGV CERI, Luiz Firmino.

Marilene Ramos afirmou que o saneamento é uma atividade intrinsicamente vinculada às boas práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ASG). Entretanto, cabe à organização aprimorar de forma contínua a gestão, buscando identificar as lacunas na sua atuação e prestar o serviço dentro das melhores práticas.

Segundo Marilene, o Grupo Águas do Brasil identificou a necessidade de estruturar a área de Sustentabilidade e implementar um plano de ação ASG. Isso agrega valor em termos de imagem, fortalecendo as relações com comunidades, sociedade e consumidores.

Para Luiz Firmino, as práticas ASG têm ganhado visibilidade graças à preocupação crescente do mercado financeiro com a sustentabilidade, as questões ambientais, sociais e de governança, que passaram a ser essenciais nas análises de risco e nas decisões de investimento, colocando forte pressão sobre o setor empresarial.

“Segundo o relatório da Price Waterhouse Coopers, até 2025, 57% dos ativos de fundos mútuos da Europa estarão em fundos que consideram critérios de ASG, o que representa 8,9 trilhões, em relação a 15,1% do fim do ano passado. Além disso, 77% dos investidores institucionais pesquisados pela PWC disseram que planejam parar de comprar produtos não ASG nos próximos dois anos. No Brasil, os fundos ASG captaram 2,5 bilhões em 2020, mais da metade da captação vem de fundos criados nos últimos 12 meses”, destacou Firmino.

De acordo com Nabil Kadri, empresas que têm boas práticas e adotam processos adequados, mesmo não tendo resultados estrondosos de imediato, ao longo dos anos têm resultados mais sólidos, mais perenes e não oscilam tanto quanto empresas que têm práticas mais agressivas, que não se sustentam ao longo do tempo.

“Existem quatro grandes tendências que aceleraram o processo de ASG no mundo: 1) mudança do comportamento dos consumidores com o avanço das redes sociais e consequente aumento das demandas diretas desses consumidores sobre as empresas; 2) responsabilidade e visão das empresas sobre sua contribuição para a agenda climática; 3) onda de escândalos em grandes empresas, levando ao questionamento sobre a capacidade da estrutura de governança de mitigar riscos; e 4) Covid-19 nos últimos dois anos e meio”, explicou Nabil.

Sobre as ações do Grupo em termos de boas práticas, Marilene destacou o trabalho de combate a perdas de água como medida de proteção dos recursos hídricos. A diretora falou sobre o Programa Água de Valor que, por meio de ações alinhando tecnologia, apoio das comunidades, substituição de equipamentos e inteligência artificial, promoveu uma grande redução no índice de perdas.

Sobre impacto social, Marilene destacou o caso de Paraty, no Rio de Janeiro.

“À medida em que uma comunidade caminha para a universalização, maior é o impacto medido em termos de qualidade de vida, geração de renda e indicadores de saúde. Como exemplo disso temos o caso de Paraty que, antes do início da operação da Águas de Paraty, em 2014, eram 11 mortes a cada mil nascidos vivos. Em 2017, a distribuição de água tratada foi universalizada, caindo para 1,6 morte para cada mil nascidos vivos”.

Marilene finalizou sua apresentação falando sobre o primeiro Relatório de Sustentabilidade do Grupo, apresentado em maio de 2022 sob a forma de relato integrado, com resultados sobre governança, gestão ambiental e responsabilidade social, e não apenas com os indicadores econômico-financeiros. O relatório, feito dentro da estrutura GRI (Global Report Iniciative), relaciona os principais indicadores ASG, tais como universalização do saneamento, direitos humanos, diversidade, impactos ambientais, destinação de resíduos sólidos, entre outros, para o Grupo e todas as suas concessionárias.

 

FONTE: https://www.grupoaguasdobrasil.com.br/blog/grupo-aguas-do-brasil-participa-de-webinar-da-fgv/